A maioria das pessoas acredita que o sexo biológico é determinado pelos cromossomas: XX para raparigas, XY para rapazes. Não está errado, mas está incompleto. O cromossoma é o mapa. O que realmente determina o caminho é um único gene que se ativa na sexta semana de gravidez. Sem esse gene, qualquer embrião, independentemente do cariótipo, desenvolve-se por uma via feminina.
Esta tabela mostra como as estruturas comuns do embrião neutro se diferenciam consoante a via de desenvolvimento:
Cada ser humano começa a sua vida no mesmo caminho de desenvolvimento. O sexo biológico não é um destino fixado no momento da fecundação, mas o resultado de uma elegante coreografia molecular de múltiplas etapas. Compreendê-la não é apenas fascinante: ajuda também a explicar com precisão científica a diversidade dos corpos humanos.
O Módulo 5 (TRA e FIV) explica como o diagnóstico genético pré-implantatório deteta anomalias cromosómicas antes da transferência. Genéticos e especialistas em reprodução verificados estão disponíveis na secção Partners.
gene do cromossoma Y que inicia o desenvolvimento masculino do embrião. Ativa-se na semana 6–7. Mutações ou ausência de SRY com cariótipo XY conduzem ao desenvolvimento feminino.
fator de transcrição ativado por SRY que controla a diferenciação dos testículos. Um dos genes mais importantes na determinação do sexo masculino.
hormona produzida pelos testículos fetais que provoca a regressão dos canais de Müller. Nas raparigas, o AMH permanece baixo e os canais desenvolvem-se em útero e trompas.
termo geral para condições congénitas em que o sexo cromosómico, gonadal ou anatómico se afasta do desenvolvimento típico.